Dei para um nômade
- Van

- há 3 dias
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Eu ficaria apenas duas noites na pequena Paracuru/CE. Resolvi, mais por curiosidade do que por tesão, entrar no app de dates. O primeiro cara que apareceu era bonito, grisalho, corpo malhado, olhos claros, pele bronzeada. Dei like e ganhei o match - ele já tinha curtido meu perfil. A próxima opção era outro homem, que não gostei, e depois apareceu uma mulher, mais ou menos bonita, mas estava distante, não dei like. Passei pra frente e o app deu a mensagem de que eu deveria ampliar meus critérios de busca, porque eu já tinha esgotado as possibilidades da cidade. Pela primeira vez, eu tinha zerado o app.
Mandei um oi para o match, Alessandro, para começar a conversa e ele logo me chamou para ver o pôr do sol na praia. Achei ótimo, porque me cansa quem quer ficar muito de conversa fiada. Eu tinha terapia online, então não ia conseguir ver o pôr do sol com ele, mas combinamos de nos encontrar num bar passado o entardecer.
Quando o encontrei, percebi que as fotos eram bem fiéis, achei ele bonito pessoalmente. Sentamos no bar, pedimos uma cerveja. Logo de cara ele começou a falar um monte sobre a vida dele - ele estava vivendo num motorhome, subindo a costa brasileira desde o sul do país. Bem interessante, mas ele entrou numa de defender o lifestyle, de como isso valia muito mais a pena do que uma vida pacata. Concordo totalmente com ele, mas ele nem tinha me perguntado nada e estava ali me dando uma palestrinha sobre uma coisa que já vivo, não no nível de não ter um emprego fixo, mas celebro a vida e faço tudo que quero porque não vou chegar na hora do fim com arrependimentos de não ter feito coisas que eu desejava.
Resolvi tomar mais cerveja, para ver se o álcool ajudava a descer a conversa. Ajudou! Mas não demorou muito e ele mudou de assunto também. Começou a me fazer rir e a interação ficou mais gostosa. Ele me fez uns elogios, começou a me tocar de leve aqui e ali, até que me deu um beijão. E assim já ficamos sabendo que o match também era físico. Não sei de quem foi a ideia, mas depois de mais umas cervejas e beijos, pedimos a conta e fomos andar na areia. O garçom avisou que ia ter bingo mais tarde no barzinho ao lado (são vários um grudado no outro) e eu fiquei empolgadíssima, adoro um bingo.
Fomos andando e conversando, até chegar numa parte da praia que tinha um muro alto e umas pedras, uma parte com pouca iluminação, mais escura. Encostamos no muro e a pegação - pesada - começou. Eu não demoro muito para esquentar, então logo minha boceta estava encharcada. Quando ele percebeu, quis me comer. Peguei uma camisinha na bolsa (ele até lançou a ideia de fazer sem, mas isso é inegociável), colocamos e trepamos de pé, eu de costas, com a bunda empinada e as mãos nos joelhos. Mais uma vez gozei nessa posição numa praia (a primeira vez conto AQUI) - e no Ceará de novo!
Depois eu inventei de trepar sentados, ele achou uma pedra em que conseguiu se sentar e eu tentei sentar de frente pra ele, mas não deu. Sentei de costas, mas também não foi lá muito confortável, então logo a gente ficou de pé de novo, ele metendo por trás até querer gozar. Na hora h, ele tirou o pau de mim, tirou a camisinha e bateu punheta até gozar. Tudo a tempo de voltarmos para o bar que ia fazer o bingo.
Compramos 2 cartelas, pedimos mais uma cerveja e eu me diverti demais. Com o bingo em si e pensando em como aquela situação era surreal. Eu estava no Nordeste, numa cidadezinha minúscula, com um match do app depois de zerar todas - as 3 - opções de pessoas, participando de um bingo que valia uma caixa de lata de cerveja e uma porção de camarão alho e óleo. Não ganhei e nem sabia que a bizarrice da noite ainda não tinha acabado.
Quando o bingo encerrou, Alê (apelido pelo qual era chamado) me convidou para conhecer o motorhome, estacionado na rua, como outro carro qualquer. Era realmente impressionante. Ele, todo esportista, carregava pranchas e muitos outros apetrechos para a prática de esportes no mar num veículo bem enxuto, mas super organizado. Me mostrou a cama, mas não me deitou lá para começar a me amassar de novo. A gente começou a se beijar de pé, de frente para a porta aberta, que não foi fechada em nenhum momento durante o sexo. Era tarde já, pouquíssimas pessoas na rua e a calçada para onde a porta estava virada não passava ninguém e nem tinha casas. Eu estava ciente do risco, mas nem me preocupei. Continuei focada em sentir o pau dele dentro de mim, suas mãos segurando meu quadril ou passando pelas minhas costas.
Aliás, um prêmio por concentração era o que eu deveria ganhar. A porta aberta se apagou completamente da minha mente quando ele começou a dizer, repetidamente, frases que ele gostaria de ouvir. "Alê, que pica gostosa", "Alê, me come assim, come", "Ai, Alê, que delícia que você é", entre outras. O próprio nome sempre no início de cada frase. E era, literalmente, uma atrás da outra. Era ele falando com ele mesmo, mas como se fosse outra pessoa falando para ele. Talvez eu deveria ter dito todas aquelas coisas? Eu mal consigo articular duas palavras juntas durante a foda - acredito que seja falta de treino também, mas muito mais por eu estar focada no meu corpo, em sentir. Praticamente só sai gemido da minha boca. E nem é gemido bonitinho, tipo filme pornô, é o que vem do que eu estiver sentindo. Só sei que ele me poupou desse trabalho. Ao invés de me pedir para dizer todas aquelas coisas, ele simplesmente saiu falando... Foi meio esquisito/engraçado para mim? Foi. Eu me distraí e deixei estragar a trepada? De jeito nenhum. Continuei concentrada e gozei. Mais de uma vez.
A risada só veio depois, lembrando do acontecido.


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