Paixão de pica
- Van

- 6 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Janeiro de 2025. Recebo um direct do Caio perguntando se eu toparia um ménage com uma amiga colorida dele. Minha resposta? Bora.
O Caio apareceu na minha vida no final de 2023 (conto AQUI – o cara com quem dancei forró). Só agora no início de 2025 a gente se reencontrou nesse date a três.
Eu não conhecia a Manu, a amiga dele, mas eu tinha a garantia de que se não rolasse match na hora, eu não tinha compromisso de transar com ninguém. Claro que rolou. Fomos para a casa dela depois de nos encontrarmos num bar e trepamos os 3 juntos.
Gostei mais da Manu do que do Caio. Saí com ela não muito tempo depois, só nós duas, e foi uma delícia.
Com ele rolou aquela promessa de um date a dois também, mas levou meses e meses para se concretizar.
Em julho de 2025, um domingo final de tarde, Caio e eu fomos num bar do lado da casa dele, só nós dois de clientes. Tomamos um drink (o dele sem álcool), conversamos sobre a jornada dele no budismo. Perguntei várias coisas, porque ao mesmo tempo é um tema que me interessa, mas que não compreendo muito.
O bar tinha karaokê, então fomos cantar. Cantamos várias até que ele me beijou. Uns beijos mais e fomos para o apartamento dele. Ou seja, o karaokê fez as vezes de preliminar.
Eu estava menstruada, avisei e ele disse que não teria problema. Eu tinha até trocado meu absorvente no meio do karaokê, mas quando a gente foi transar, não sangrou uma gota. Ele até conseguiu me chupar. Eu desacreditei. E adorei o pau dele, deu muito encaixe. Muito melhor do que da primeira vez, quando a Manu estava junto. A conexão a dois é sempre diferente.
Enquanto a gente estava deitado depois do sexo, eu perguntei de uma mulher que ele tinha comentado anteriormente que queria fazer troca de “casal” (ele e ela um casal, eu e mais algum cara que eu conhecesse como o outro casal), se esse rolê ia acontecer. Ele falou que não tinha mais falado com ela, que as ideias não batiam muito. Eu, sem esconder a vaidade, falei que cantava karaokê, querendo dizer que estava ganhando dela e que teria mais chance de transar mais vezes com ele.
No dia seguinte, eu estava com uma sensação de que tinha sido um encontro meio mágico. Não só, mas principalmente pelo fato de eu não ter sangrado, porque ainda era um dos primeiros dias da minha menstruação, então não sangrar não era uma opção.
Trocamos umas mensagens, ele elogiou o blog e falou que queria aparecer numa história, estava esperando desde o nosso ménage com a Manu.
Isso é uma coisa que me pega: elogiar o blog. E, coincidentemente, eu estava, na semana anterior, falando com umas amigas sobre como alguns caras devem se sentir intimidados pelo blog. Então ele ter falado que queria ser personagem de um conto me deixou muito mais interessada.
Nosso próximo date foi no domingo seguinte, na casa dele. Fui com um vestido midi preto, sem sutiã, meias ¾ pretas e uma blusa de lã – estava frio – aberta na frente e longa. Look pensado para a hora da massagem tântrica que eu ia fazer nele. Tirei o vestido e fiquei só de calcinha, meias e a blusa de lã. Coloquei uma música e me demorei na massagem pela pele branquinha dele. Depois, durante as manobras no pênis, ele abriu os olhos duas vezes (não deveria) e não gozou. Quando parei, ele falou que não sabia que poderia ter gozado e que tinha ficado se segurando para me comer em seguida. Então aquela rola que ficou latejando nas minhas mãos jorrou a porra guardada* enquanto metia na minha boceta, depois de me fazer gozar primeiro. Eu estava com um tesão absurdo depois de ficar massageando aquele pau duro que eu adoro.
Logo após começamos a ver um filme de comédia, um dos favoritos dele, com pipoca. Só que a tv pifou no meio do filme e não conseguimos terminar. Fomos para outro karaokê perto da casa dele. Diferente do primeiro, esse estava bem cheio e mais esperamos que cantamos. Uma hora me deu tesão de novo e eu perguntei se a gente podia voltar para a casa dele, porque eu queria chupar o pau dele. Ele quis esperar para cantar a última, já que nossa posição na lista estava próxima. Prioridades diferentes.
Mas não demorou muito, cantamos e fomos para a casa dele. Rolou um 69, eu gozei e depois ele ficou só me assistindo mamar com vontade aquela pica dura até ele gozar na minha boca.
Antes de eu ir embora, ele me falou que queria ficar duas semanas sem rolês, porque andava saindo muito e isso prejudicava a prática de meditação.
Eu quis respeitar e entendi que não iríamos nos ver por no mínimo duas semanas.
Mas no domingo seguinte ele me chamou, falando que estava com uma tv emprestada, que a gente tinha que terminar o filme. Eu, obviamente, aceitei o convite. Eu já estava num nível em que qualquer hora que ele chamasse, se eu estivesse livre, eu iria.
Terminamos o filme sim, mas primeiro fizemos uma sacanagem gostosa, comigo sentando no pau dele quase a foda inteira e gozando várias vezes.
Nem sei dizer ao certo quando começou, mas eu tinha que admitir que estava curtindo mais do que o esperado. Será que era paixão de pica?
É inegável que a gente combina no sexo. Mas geralmente a gente nem transa tanto. Apesar de que ele dura um tempão, o que já me garante vários orgasmos.
Nunca há aquela urgência louca de transar – eu adoro quando parece que se a transa não rolar logo, alguma coisa vai explodir dentro da gente, mas com ele não é bem assim.
Ele não me chama pelo nome e nem por nenhum outro vocativo (de vez em nunca manda um “gata”). Não sei se é para garantir que não vai trocar meu nome, não sei se é para ser deliberadamente impessoal. Só sei que recebi algumas raras mensagens contendo “Vanessa” e “Van” só depois que reclamei.
Se não me engano, ele nunca me disse que eu estava bonita. Mas eu também nunca fiz um elogio assim, então nem posso reclamar.
Acho muito legal ele estar nesse caminho do budismo, até li um livro que ele me passou sobre uma mestra indiana. Mas é o extremo oposto do que estou vivendo – ele parou de beber depois do Carnaval, não usa nada de drogas, quer focar cada vez mais na prática espiritual; e eu só querendo arrumar mais confusão pro meu lado, cheia de pique para sair, beber, conhecer gente nova.
Por tudo isso, meu encanto era permeado por uma luta interna de não entender o porquê de estar encantada. Nas outras (pouquíssimas) vezes em que me apaixonei, era nítido que havia bem mais convergências.
Depois descobri que ele é muito mais da putaria do que eu imaginava, o que me deixou mais gamada. Tivemos outras aventuras (com outras mulheres - conteúdo para outros textos), mas antes disso eu já estava apaixonadinha.
O que será que faz uma pessoa especial? No caso do Caio, eu ainda não sei, talvez nunca vá saber. Fato é que no meio desses desencontros, o afeto encontrou um lugar.
*eu não menciono, mas SEMPRE uso camisinha. Você também deve usar.




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